
Durante muito tempo acreditei, e se calhar ainda acredito, que o homem, de facto, nasce bom. É impossivel dizer que um bebê, uma criança, carrega em si signos de maldade. Seguem seus institos ainda pouco amadurecidos. Quem acredita no bem ou em alguma entidade superior que promova, de alguma forma, o bem, terá obrigatóriamente que acreditar no mal, caso contrário, não faria muito sentido. Tirando bem e mal, deus e diabo de cena, vamos falar da responsabilidade do homem. O que tem feito o homem com a sua suposta racionalidade? Alegamos diariamente que não devemos ser comparados com os restantes animais porque somos racionais... Somos? Como defenir a razão? Temos consciência de cada ato, mas falta mesmo é coragem e carácter. Vemos isso diariamente: somos enganos, iludidos, traídos, mal entendidos e as vezes, muito pouca vezes, correspondidos... É triste ver a podridão, o estado calamitoso do homem. O espírito do homem está em decadência contínua, levando junto com ele, a personalidade.
Porque na actual fase da evolução histórica, cuja avassaladora objectividade consiste apenas na dissolução do sujeito sem que dela tenha nascido novidade alguma, a experiência indiviidual apoia-se necessariamente no velho sujeito, historicamente condenado, que ainda é por si, mas já não em si. Ele julga estar seguro da sua autonomia, mas a nulidade que os campos de concentrações patentearam aos sujeitos ultrapassa já a forma da própia subjectividade.
" A Sociedade é, no essencial, a substância do indivíduo"
Doido de mais! Você é show menina.
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