31 de jan. de 2011

Sim, não, não sei, talvez...
 

"Escuridão nunca será eterna eentenda que errar é necessário é rir com o erro,
aprenda que vviver é mais que existir, que ver não é sentir, que escutar não é ouvir, que querer não é poder é ir!!!
Atráss daquilo que quer, disposto a chorar, sorrir, cair, levantar e se manter de pé com fé
Passo a passo sem fraquejar, pois a vida é hoje... o amanhã nunca chegará." - Slim Rimografia.

Até que chegue o dia de partir
E do fim, nascerá um novo começo...

30 de jan. de 2011

Por vezes



Por vezes o meu desejo é largar tudo
Abrir mão do meu futuro
E correr para os teus braços
Esse futuro certo e seguro se desmorona
Cada vez que você me chama
Só quero dançar
A brisa me toca e eu sei
Não posso esperar
Quando cantas ao meu coração
Sei que é impossivel não ser movida por ti
Não me interessa o conceito de certo
Quero apenas fugir da solidão de concreto
Que destrói o que um dia foi perfeito
Sei que te pertenço
Maior estímulo que posso ter na vida
Minha mente é cativa por ti
A racionalização pára por alguns instantes
E a eternidade se transforma no teu respirar
Quantas idas e vindas temos suportado?
Quantas vezes fingimos não saber o caminho?
Como não ser movida por ti?
Eu te amo!
Você é tudo que eu tenho
E tudo que eu necessito
É como o ar que eu respiro
Tudo, como é possivel?
Sou movida por ti, passo a passo.


If I’m not strong it just might

27 de jan. de 2011

S & C




'Às vezes ouço passar o vento; e só de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido.' - [Fernando Pessoa]

V. Morais

Passem-se dias, horas, meses, anos

Amadureçam as ilusões da vida

Prossiga ela sempre dividida

Entre compensações e desenganos.

Faça-se a carne mais envilecida

Diminuam os bens, cresçam os danos

Vença o ideal de andar caminhos planos

Melhor que levar tudo de vencida.

Queira-se antes ventura que aventura

À medida que a têmpora embranquece

E fica tenra a fibra que era dura.

E eu te direi: amiga minha, esquece...

Que grande é este amor meu de criatura

Que vê envelhecer e não envelhece. (Rio, 1942)


Texto extraído da antologia "Vinicius de Moraes - Poesia completa e prosa", Editora Nova Aguilar - Rio de Janeiro, 1998, pág. 451.