"Metade de mim agora é assim, de um lado a poesia o verbo a saudade, do outro a luta, a força e a coragem pra chegar no fim. E o fim é belo, incerto... depende de como você vê!" - Fernando Anitelli
Eu continuo esperando, porém desacreditando. Nada, nada será como antes! Nunca passarei pelos mesmos caminhos Nem nunca mais olharei seus olhos como olhei antes E a imagem desaparece com o vento... Você se vai E eu, eu continuo aqui... Esperando o que não volta! Esperando em caminhos diferentes, sabendo que eu aguento! Talvez não tenha dado o meu melhor Mas o que de melhor tinha guardado eu te dei Por mais que eu não queira ainda vejo o seu reflexo dentro dos meus olhos Eles procuram por um propósito, eles ainda estão procurando vida Com o coração quebrado que ainda bate Eu encontro significado no seu nome Eu estou me agarrando nas palavras que você me disse Você disse que tudo ficaria bem... Perdi o caminho pra casa Você mudou meu conceito de lar Nada voltará a ser como antes... Nunca mais você vai ver o menino reflectido nos meus olhos! E a dor que você deixou... Bom... Esquece a dor que você deixou... "(...) merece o melhor, tudo vai ficar bem"
Down on the street where the faces shine Floatin' around i'm a real low mind See a pretty thing in a wall See a pretty thing in a wall In a wallIn a wallIn a wall Yeah deep in the night I'm lost in love Yeah deep in the night I'm lost in love A thousand eyes they look at you A thousand eyes they, they look at you Oh Come On! Yeah Yeah Yeah Where faces shine A real low mind Faces ShineA real low Oh Come On!
Na maioria das vezes as crianças refugiam-se na marginalidade, em consequência do fracasso da geração dos seus pais, fugindo, desta forma, das opressões de todos os gêneros. Protegendo-se da despersonalização em que a sociedade os obriga a se moldarem. Como resposta à irresponsabilidade e desumanidade da sociedade, que tem seus interesses voltados para o desenvolvimento e ignora as vítimas de uma política que não leva em conta o verdadeiro significado da palavra «social» e, sobretudo, a criança, integra-se em grupos, tentando criar, clandestinamente, um mundo irreal que responda às suas necessidades mais profundas. Bom, isso ainda não é nada quando comparado com a realidade cruel dessas crianças. Milhões de crianças e jovens vivem em condições indescritíveis, não só no Brasil, mas no mundo inteiro! Juntamente com meus vários sonhos e projectos, juntam-se inúmeras perguntas, dúvidas e medos! Como falar de vida, para pessoas que, até então, só contemplaram a morte? Como falar de amor a seres que sempre conviveram com o ódio? Como falar de paz para pessoas que vivem na guerra? Como falar de família para crianças que nunca conviveram com esse conjunto? É difícil! Vai pensando... Eu me pego pensando em realidades alheias e... Sinceramente, me envergonho por não estar fazendo nada para mudá-las. Não quero me acomodar numa confortável e privilegiada posição de salvadora, que entende a responsabilidade de que todos temos para com cada um de nós. Quero ultrapassar a barreira que nos leva a crer que basta que não façamos o mal e enxergar que precisamos fazer o bem. Anseio ter a real consciência do poder dos talentos recebidos do Universo e de que é nosso dever usá-los da melhor forma também em favor dos outros. Compreender e fazer com que outros compreendam que somos todos um. A violência tende a progredir em sociedades cujos homens permanecem pouco criativos, que perderam o sentindo da existência e a esperança em dias melhores. Para Sarte (filósofo e escritos francês), o homem é responsável por si próprio. Não querendo ele com isso dizer que o homem é responsável por sua restrita individualidade, mas que é responsável por todos os homens. Não é possível formar cidadãos, nem falar em direitos humanos sem antes atentarmos para o universo imenso de pessoas que, hoje, estão destituídas até mesmo dos direitos básicos de humanidade. São tão graves os casos e, tem vindo a tornarem-se tão normais que, não dá vontade nem de pensar, tal é a decepção! Mas não tenho o direito de parar. Apesar de ter apenas 17 anos e saber que a minha caminhada mal começou... Por vezes me sinto cansada. Mas preciso continuar, continuar na minha luta contra tudo isso, já sei qual o caminho, já conheço o inimigo.
"Mudar o mundo é impossível é o que a maioria diz Engole a dor engole o ódio e tenta ser feliz Muitas vezes já pensei sinceramente em desistir Nessas idas e vindas da minha vida" - Face da Morte.